Responsabilidade farmacêutica em oncologia
A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos
visitou, no dia 25 de Maio, o IPOLFG, onde foi recebida pelo presidente do
Conselho de Administração, Francisco Ramos. Após uma breve reunião, o diretor
dos Serviços Farmacêuticos, António Melo Gouveia, apresentou as instalações, a
equipa e as atividades desenvolvidas na farmácia hospitalar, numa visita em que
participaram também o diretor clínico, João Oliveira, e o seu antecessor no
cargo, Nuno Miranda.
A bastonária percorreu as diferentes áreas da farmácia hospitalar, desde a zona
reservada à dispensa em ambulatório, passando pelas câmaras para manipulação de
preparações estéreis e não estéreis, até ao processo de distribuição da
medicação para as enfermarias e aos doentes, contactando neste percurso com
alguns dos 18 farmacêuticos que integram a equipa e que são também responsáveis
pela aquisição de medicamentos, pela validação das prescrições ou pela gestão
dos stocks em armazém, entre outras
tarefas.
Em declarações à Comunicação social durante a visita,
a bastonária reiterou a defesa da criação de uma carreira reservada aos
farmacêuticos que trabalham no SNS.
A Ordem considera que os farmacêuticos que desempenham
funções nos hospitais portugueses têm sido elementos-chaves no processo da
monitorização da utilização da terapêutica, no cumprimento das normas vigentes
e que a sua ação, como garante da manutenção da qualidade, segurança e eficácia
dos medicamentos, deve ser reforçada.
A grande maioria dos países europeus tem vindo a
apostar num reforço das competências dos farmacêuticos hospitalares, definindo
claramente um enquadramento em carreira autónoma ou em conjunto com
profissionais considerados do mesmo nível de qualificações, competências e
funções, promovendo desta forma a rentabilização da perícia farmacêutica.
As mais recentes orientações e diretivas europeias
apostam também na especialização destes profissionais, garantindo períodos
formativos de grande qualidade e que implicam a melhoria dos cuidados prestados
e a custos controlados.
Esses períodos formativos especializados designados de
estágio, residência ou internato devem ter a duração de 4 anos e decorrer em
ambiente hospitalar, incorporando competências na área da avaliação económica,
qualidade e segurança, informação, além da consolidação e aplicação prática dos
conhecimentos adquiridos durante o Mestrado Integrado.
Para a OF, uma Carreira
Farmacêutica autónoma tem como vantagens a definição de uma formação
estruturada para os novos profissionais, a garantia, no SNS, de um quadro de
farmacêuticos renovado, o reforço de uma organização e um planeamento dos
recursos farmacêuticos nas unidades hospitalares e outras estruturas de saúde a
nível nacional.
Responsabilidade farmacêutica em oncologia
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