Farmácia Hospitalar em hospital PPP
05 Dez'16 | Loures

Farmácia Hospitalar em hospital PPP

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos visitou, no dia 5 de dezembro, o Hospital Beatriz Ângelo (HBA), em Loures, onde foi recebida pelo administrador executivo, Artur Vaz, pelo diretor clínico, Rui Maio, pelo diretor de operações, Francisco Mota, pela diretora financeira, Anabela Lobo de Carvalho, e pela diretora dos serviços farmacêuticos, Cláudia Santos. Ana Paula Martins tomou conhecimento da atividade deste hospital público gerido em parceria público-privada (PPP) e contactou com a equipa de farmacêuticos hospitalares, inteirando-se das suas funções e responsabilidades em ambiente hospitalar e dos projetos em curso.


Inaugurado em 2012, o HBA é um hospital geral com múltiplas valências que serve uma população de quase 300 mil habitantes dos concelhos de Loures, Mafra, Odivelas e Sobral de Monte Agraço.

Uma equipa de 15 farmacêuticos garante o acesso, a qualidade e a segurança dos medicamentos utilizados em ambiente hospitalar. O administrador executivo assegura existir uma forte ligação da farmácia com o corpo clínico e de enfermagem e revela uma enorme confiança no trabalho desenvolvido pela diretora técnica, Cláudia Santos.

Na reunião que antecedeu a visita da bastonária aos Serviços Farmacêuticos, os responsáveis da unidade hospitalar apresentaram os principais indicadores da atividade assistencial do hospital e comentaram alguns dos principais desafios dos cuidados hospitalares e do próprio sistema de saúde no seu todo.

Artur Vaz destacou, em especial, a relação do hospital com os cuidados de saúde primários, materializada com reuniões mensais para consensualização dos protocolos de referenciação e que podem contribuir, por exemplo, para reduzir a afluência às urgências.

A bastonária destacou, por sua vez, que os modelos de pareceria-público privada na área da Saúde devem ser alvo de uma discussão séria, mas serena, longe de ideologias e preconceitos, e assente em indicadores e resultados.

Ana Paula Martins recordou que a maioria dos farmacêuticos exerce a profissão no setor privado e que a existência destes operadores cria uma competição saudável no sistema de saúde. Para a bastonária, podem retirar-se importantes aprendizagens destes modelos de gestão hospitalar, nomeadamente ao nível da contratualização e dos indicadores de atividade.

No percurso pelas instalações da farmácia, a bastonária foi sendo apresentada aos diferentes colaboradores e informada sobre as suas funções. Tomou conhecimento de alguns dos projetos mais relevantes, como os que dizem respeito à reconciliação ou à validação da terapêutica. Observou, por exemplo, o software desenvolvido para comunicação entre as enfermarias e a farmácia, que permite agilizar o processo de reposição de stocks.

Fruto de um protocolo com a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, os Serviços Farmacêuticos recebem regularmente estudantes estagiários do curso de Ciências Farmacêuticas, numa iniciativa muito acarinhada pela responsável da farmácia e que é sublinhada pela bastonária como uma importante etapa para diminuir algum desfasamento entre a prática clínica e os conhecimentos adquiridos na faculdade.

Em maio de 2015, os Serviços Farmacêuticos iniciaram também a Consulta Farmacêutica, primeiro apenas para a área da hepatite C e, depois, alargada ao VIH/sida, estando agora em desenvolvimento para as áreas da oncologia e da neurologia.

Conforme explicou a diretora técnica, este projeto envolve atividades como a validação da receita, a avaliação do perfil farmacoterapêutico, a explicação da posologia e cuidados na administração.

Todos estes projetos, de acordo com Cláudia Santos, motivam a equipa de farmacêuticos e contribuem para a sua valorização profissional, tornando também evidente a multiplicidade de funções destes profissionais e a sua relevância para a atividade hospitalar.

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