Antigas instalações da farmácia privada são agora para o ambulatório hospitalar
[Nesta visita ao Hospital de Santa Maria, a bastonária fez-se acompanhar da presidente da Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas, Ema Paulino]
Após uma reunião com o Conselho de Administração, a
bastonária percorreu os diferentes departamentos da farmácia, tendo-lhe sido
apresentadas as novas instalações da farmácia de ambulatório, situadas no local
onde outrora esteve instalada a farmácia privada.
Carlos Martins, presidente do CHLN, fez-se acompanhar
nesta reunião pela administradora Rute Reis, que detém o pelouro da Farmácia,
pela diretora clínica, Margarida Lucas, pela presidente da Comissão de Farmácia
e Terapêutica, Maria de Jesus Morgado, e pela diretora do Serviço de Gestão
Técnico-Farmacêutica, Maria Piedade Ferreira.
Estes responsáveis apresentaram alguns indicadores da
atividade do CHLN e do HSM, em especial, tendo depois conduzido a bastonária e
a presidente da Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas da OF, Ema Paulino,
numa visita pelos Serviços Farmacêuticos, durante a qual as dirigentes da OF
contactaram com os colegas farmacêuticos que integram o quadro de pessoal da
farmácia, inteirando-se das suas responsabilidades nos diferentes
departamentos.
Neste âmbito, a bastonária reiterou junto do Conselho
de Administração a posição que a OF tem vindo a assumir em defesa da criação da
Carreira Farmacêutica no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sublinhando a sua
importância para a valorização e desenvolvimento profissional de todos
farmacêuticos com vínculo contratual à Administração Pública.
Ana Paula Martins realçou também durante esta
iniciativa que o enquadramento dos farmacêuticos numa carreira autónoma e
diferenciada deve ter associado um regime de internato que permita a formação
de novos profissionais e a renovação do quadro farmacêutico no SNS.
A visita ao HSM ficou também marcada por uma passagem
pelas novas instalações da farmácia de ambulatório, que vieram ocupar o espaço
onde até há três anos esteve instalada uma farmácia privada, com a qual o
hospital entrou em litígio por uma dívida de cerca de 7,5 milhões de euros
relacionada com a falta de pagamento das rendas previstas no contrato de
concessão.
A nova farmácia de ambulatório hospitalar
disponibiliza melhores condições de atendimento aos cerca de 400 doentes que
diariamente se deslocam ao hospital para levantar a sua medicação, permitindo
também um contacto mais próximo e a prestação de um serviço mais personalizado
junto dos utentes, além de oferecer melhores condições de trabalho para os
profissionais farmacêuticos.
No final da visita, a bastonária saudou a
iniciativa do Conselho de Administração que proporciona melhores condições de
trabalho para os seus profissionais e melhores condições de atendimento aos
seus utentes.
Para Ana Paula Martins, a inauguração deste novo
espaço constitui, ainda que indirectamente, a demonstração de que o modelo de
instalação de farmácias privadas nos hospitais não resultou. "Se as
farmácias comunitárias vivem grandes dificuldades, obviamente antecipámos
também que essas unidades não teriam viabilidade”, explicou.
Para a bastonária, "este Centro
Hospitalar dispõe de Serviços Farmacêuticos de referência, inovadores e
pioneiros, e a requalificação deste espaço de farmácia é disso mesmo exemplo.
Estas instalações permitem uma maior comodidade, segurança e humanidade na
relação com os utentes e asseguram a confidencialidade aos cidadãos que vêm
buscar a sua medicação ao hospital”, disse.
Antigas instalações da farmácia privada são agora para o ambulatório hospitalar
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